domingo, 31 de julho de 2011

E se disserem que o amor morre com tempo...

Diga a eles que o tempo não existe!

É difícil entender por que as coisas boas da vida sempre acabam, por que a vida é tão efêmera. Mas talvez, essa seja a graça. Algo bom acaba, pra que outra melhor comece, nada nunca é o final, e sim um novo começo.
Há pessoas que entram na nossa vida pra ficar, outras vão embora muito rápido, algumas te marcam de um jeito que faz tudo mudar, mas cada uma tem sua importância, e cada uma tem sua missão.
Sinto que agora, estou começando uma nova fase da minha vida, mais crescida, mais madura, mais feliz e com os melhores amigos que alguém pode ter. Só quero agradecer, do fundo do meu coração, muito obrigada.

terça-feira, 17 de maio de 2011

É preciso que eu suporte duas ou três lagartas

" Se quiser conhecer as borboletas"
O pequeno príncipe.

É preciso saber abraçar as dificuldades da vida como novas oportunidades de crescer, de aprender, de provar pra si mesmo de que você é capaz e entender que de um erro, vem uma aprendizagem, que de uma briga, vem a saudade, de uma nota vermelha, vem a vontade de se superar, que para um coração quebrado, sempre tem alguém disposto a consertar.
Você tem o direito de ser feliz como qualquer outra pessoa, e se até agora nada deu certo, fique tranquilo, tudo sempre dá. Não tente aguentar tudo sozinho, ninguém consegue, ninguém é forte o bastante para carregar todo mundo o tempo todo nas costas, divida o peso, multiplique os sorrisos, todo mundo chora, isso não é pecado.

domingo, 20 de março de 2011

E sobre a felicidade?

Mas a gente se dá conta tarde de que a felicidade é fácil, não? Caio F.

A felicidade é uma condição a ser conquistada todos os dias, não um objetivo a ser alcançado no final da vida. A gente vive buscando pela felicidade, mas no final percebe que ela sempre esteve presente, a gente que não percebeu. Tem gente que trabalha, trabalha, trabalha, passa por cima de todos, esquece dos amigos e da família, deixa a ganância tomar conta de si, e no final percebe, que não é o dinheiro que traz a felicidade, e nem os amigos, e nem os amores.
Digo novamente, a felicidade está perdida em meio à flores e abraços, ela é simples, é completa. Está no dia a dia, com os amigos, com a família, está no bom dia, no abraço da melhor amiga, no beijo do namorado. Então viva intensamente CADA momento, agarre cada oportunidade, ame cada pessoa. Eu não acredito no acaso. O infinito está em cada momento.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mas até o mais bravo leão.

Recua um passo para que seu salto seja maior.
Orgulho é diferente de estupidez. Orgulho vem acompanhado de consciência, de dignidade, de humildade. Por trás do orgulho, há toda uma história de lutas, de conquistas, de tapas na cara. Uma pessoa que tem o privilegio de se orgulhar de algo, já passou por muita coisa. Uma pessoa de grandeza sabe abaixar a cabeça quando necessário, sabe aceitar outras opiniões quando errado. Isso se chama humildade.
E é isso o que falta nos corações de hoje em dia. Não orgulho, orgulho há demais, mas um orgulho feio, que fere, que aumenta, que destrói. O que falta é a humildade, humildade de saber que o dinheiro não muda ninguém, não faz ninguém melhor, e a falta dele com certeza, não faz ninguém pior. Humildade de saber se curvar, porque nem sempre o que queremos é necessariamente o que precisamos.

"Vamos ter a brandura
Do bambu que aceita se curvar
Prosseguir confiantes por saber
Que é normal enfraquecer"
Mulan.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

As vezes o que vejo, quase ninguém vê.

E que venha 2011! Com toda fúria, toda magnitude, todo mistério, surpresas e tudo mais que tiver que vir, porque esse ano, mais do que nunca, sei que de cabeça erguida e com um sorriso no rosto vou enfrentar tudo.
Custei muito a entender que quem decide o meu futuro, sou eu, somente. Não meu horóscopo, não meus pais, não meus amigos. Eu.
2010 foi um ano de crescimento, de aprendizado, de muitos obstáculos, mas principalmente de muitos benefícios. Aprendi o valor de uma amizade verdadeira, aprendi a ser eu mesma, aprendi a amar a mim como sou. Aprendi tanto, errei muito mais. Cresci. Conheci pessoas que me despertaram para uma vida nova, passei por uma semana que mudou minha vida. Entendi que liberdade e libertinagem são duas coisas muito diferentes. Entendi o valor da minha família na minha vida, que não importa quão imperfeita ela seja, é a minha família.
Isso pra mim é a definição de um ano perfeito. Aprender, crescer, entender. Isso é fazer uma revolução humana, se aperfeiçoar a cada momento, se tornar melhor a cada minuto, e se cairmos, nos levantarmos, mais fortes, com a convicção de nada mais irá nos derrubar. Sei que ainda tenho muito pela frente, muito o que aprender, muito o que errar, muito o que entender.... Mas que venha 2011!

“As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.”

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hey, soul sister.


O que a cor da pele nos diz sobre alguém? O que sua nacionalidade diz sobre o seu caráter? O preconceito racial é algo enrustido na nossa cultura, mesmo ela sendo uma miscigenação de várias outras. Uma pessoa branca tem mais chances de arrumar um emprego do que uma pessoa negra pelos simples fato de ser branca? Superioridade racial é burrice, todos sangramos o mesmo sangue e respiramos o mesmo ar, todos vivemos no mesmo mundo e buscamos a mesma coisa. Felicidade.

Então quer dizer que só porque antigamente os negros eram escravos, hoje em dia quer dizer que eles não merecem respeito? E se fossem os japoneses que tivessem sido trazidos para o Brasil para trabalhar como escravos? Então as pessoas iriam me evitar na rua? E veriam minha família como uma classe inferior?

Mas deve-se existir o respeito mútuo. Do mesmo modo que uma pessoa negra pode andar com uma camisa que diz “100% negro” e se orgulhar, uma pessoa branca pode andar com uma camisa que diz “100% branco” e não ser tachada de racista. Por que chamar alguém de ‘preto’ é mil vezes mais ofensivo do que chamar alguém de ‘branquelo’?

Não estou dizendo que todos devem se amar, peço apenas que respeite o outro assim como você quer ser respeitado. Somos todos irmãos de alma.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Hard to understand.

"Nas pernas escuras da moça havia muitas cicatrizes brancas pequeninas. E pensei: Será que as cicatrizes estão no seu corpo inteiro assim como as luas e estrelas em seu vestido? Achei que isso também seria bonito, e peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas você e eu temos que fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: Eu sobrevivi."
Pequena Abelha.

Não importa se visíveis ou não, se feitas com pedras ou palavras, se partiram de alguém que amamos ou alguém que odiamos. Uma cicatriz, é uma lembrança de algo que estará sempre presente em nós, e que nos fez crescer, nos fez aprender e ficar mais fortes. Por isso, agradeço a todos que deixaram em mim uma cicatriz marcada, a dor é efêmera, passageira, a lição, é pra vida toda. Mas agora compreendo que, às vezes, uma pessoa que amamos, precisa nos machucar, para nos ensinar algo, ou apenas porque seja o melhor para nós mesmos, por que convenhamos, nunca sabemos o que é melhor para nós, por mais que tenhamos certeza do que queremos. Isso se chama benevolência. E sou grata por tudo o que passou, mas agora um novo ano está para começar, uma pagina em branco no livro da minha vida está pronto para ser escrito, e comigo levo um sorriso, meu coração em paz e as cicatrizes.

domingo, 28 de novembro de 2010

Faith.

Acreditar. Acreditar é algo muito lógico, acreditar pede uma explicação racional, pede bases científicas comprovadas. Eu acredito que amanhã vai chover, porque o céu está escuro. Acreditar é uma efêmeridade. Ter fé, por sua vez, não requer nada, ter fé é... ter fé. É acreditar sem restrições, sem pedir explicações, ter fé é ser humano. É querer acreditar quando tudo diz que não se deve, é não desistir quando tudo parece perdido. É muito, muito mais difícil ter fé em algo, do que acreditar.Por que isso não pede comprometimento, não pede esforço, não pede sentimento. Amar é ter fé. Mas eu digo um amor bonito, um amor sincero, um amor por inteiro. Não um amor água com açúcar, um 'tanto faz' no meio da sua agenda. Amar, assim como a fé, pede comprometimento, pede esforço, pede sentimento, pede a crença quando tudo parece perdido, amar é não precisar de uma explicação, amar é ser humano. E eu tenho fé, de que tudo no final se acerta, se for pra ser, será.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Texto por Marina Colasanti.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Se meu silêncio não lhe diz nada.

"De nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos. Se você não se atrasar demais, posso te esperar por toda a minha vida." Oscar Wilde.

Mas há vezes em que palavras são inúteis, eu lhe digo algo mágico, os olhos falam. Os olhos são o portal da alma.Não existem acertos ou erros, apenas a ideia do que é certo ou errado. Tudo isso é tão relativo, e não há nada que eu faça que alguém possa julgar. E não há nada que alguém faça, que eu possa julgar. O seu coração dirá que direção tomar, não seu vizinho, seus sentimentos dirão se você deve ou não fazer, não seu psicólogo, você irá decidir como irá ser seu amanhã, não seu horóscopo. Minhas palavras tendem a desaparecer...


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Smile. That's enough.

Vai falar que você não sorriu junto?

Só quero que o dia termine bem.


E em meio a tantas coisas, a tantos problemas, reclamações, relacionamentos, em meio a tanta rotina, acabamos no esquecendo do essencial, do espírito, do cuidar, do sorrir, do se importar, do próximo. Todos somos egoístas, mas e aqueles que não possuem nada pra chamar de seu? O que lhes restam? Pensamos tanto no futuro, no amanhã, mas há pessoas que só rezam para sobreviver a mais uma noite. Que direito temos de julgar uma pessoa, por ela não ter uma casa? Por ela não saber ler? Que direito temos de julgar alguém pelas suas posses? O que isso diz sobre seu caráter?
Como o nossa sociedade vai mudar, se não damos chances ao diferente? Como um ex-presidiário vai conseguir mudar, se ele sabe que ninguém vai empregá-lo? Como um menino da favela vai se tornar uma boa pessoa, vivendo em meio às drogas, ao preconceito, como ele vai querer algo bom para seu futuro, se ninguém acredita nele, no potencial que ele tem? Às vezes me assusto com o caminho que a sociedade está tomando. Escravidão, trabalho infantil, pobreza, drogas, tráfico, política, isso é o que chamamos de modernidade?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Que democracia é essa?

Que trilha o caminho do nosso país pra um futuro tão obscuro?
Será mesmo que o voto deveria ser obrigatório? Não. Voto facultativo, é isso que eu apoio. Pessoas que realmente se importam com o futuro do país, votando em pessoas que realmente se importam com o futuro do país. É o voto obrigatório que faz o país ficar como está, pessoas que não ligam pra quem estão votando, e colocam no poder corruptos populistas que trazem a copa para o Brasil ao invés de investir na educação, que pagam milhões de reais para deputados que não fazem nada além de limpar a própria bunda e um salário mínimo para os polícias que saem dia-a-dia subindo morros e arriscando suas vidas.
Mas não seria assim, se a política não fosse vista como é vista, se a imagem imposta para os jovens não fosse da política chata e insignificante, claro que é benéfico para os que estão no poder, ter cidadãos estúpidos que não sabem de nada, que não se importam, que ligam o botão do foda-se na época das eleições, assim nada é reivindicado, não há protestos, nem mudanças. Segundo turno dia 31, é o futuro do seu país, literalmente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Just try. Do not give up.

Já desisti de muitas coisas na minha vida, coisas que não tinham importância, coisas que importavam até demais, coisas que não mereciam meu esforço, já desisti de coisas por exigirem esforço demais. Já desisti de pessoas, pessoas que não mereciam, pessoas que valiam a pena lutar, pessoas que eu amava. E dito isso, considera-se fraco aquele que tem medo de tentar? Ou aquele que desisti por não conseguir?
Já tentei fazer tantas coisas na minha vida, mas nunca me encontrei, nunca me encaixei em nada. Mas tocar piano... Me faz bem. Só isso. Fazer bem... Não é o suficiente para que não desistamos? Mas isso se encaixa para qualquer coisa na vida. Não vou mais desistir por medo de falhar, porque assim não concretizarei nada, e por isso, vou me esforçar cada vez mais, para que um dia, possa tocar a melodia que está no meu coração, para que eu possa tocar uma melodia que toque corações.
Eu sei, eu tenho certeza, que um dia ainda vou ser uma boa pianista, porque a unica forma de alcançar o impossível é pensar que é possível.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Apenas segure sua mão..."

Carregue ela e finja que você vai jogá-la na piscina… Ela vai gritar e te bater, mas secretamente ela vai amar. Segure sua mão enquanto você conversa. Segure sua mão enquanto você dirige. Apenas segure sua mão. Diga que ela está linda. Olhe em seus olhos enquanto você fala com ela. A proteja. Conte piadas idiotas para ela. Faça cócegas nela, mesmo que ela te mande parar. Quando ela começar a te xingar diga que a ama. Deixe-a adormecer em seus braços. Deixe-a brava, em seguida, beije-a. Provoque ela. Deixe ela te provocar de volta. Beije-a na bochecha. Beije-a na testa. Apenas beije-a. Deixe-a vestir suas roupas. Vá devagar. Não force nada, e quando você se apaixonar por ela, diga a ela.
Texto por autor desconhecido.

domingo, 19 de setembro de 2010

Você já pensou no seu dedo hoje?

É! No seu dedo! Sabe aquele que fica na sua mão? Então... Provavelmente não. Sabe por quê? Porque ele não está doendo. Porque se estivesse, seria a parte do seu corpo em que você mais pensaria. Às vezes só damos valor àquilo que temos, quando é tarde demais, mesmo que seja uma coisa simples como um dedo. Mas e se fosse, uma pessoa? Ou... Um amigo? A história não muda, só damos valor às coisas importantes, quando não as temos mais.
E talvez não entendamos porque sofremos, ou porque sentimos dor, mas talvez seja algo que você precise começar a mudar, como se fosse um carma que está sempre presente na sua vida.
Precisamos entender que as dificuldades e os problemas só vêm para nos tornar cada vez mais fortes. E se entendermos isso, não sofreremos mais. Um certo dia, um grande sábio amigo me disse, que em mandarim a palavra "crise" é escrita com dois ideogramas: "obstáculo" e "oportunidade". É preciso ver o lado bom das coisas, sempre.

sábado, 4 de setembro de 2010

Querida irmã Lurdes;

Caminhando pelas ruas de terra de minha cidade, recordei-me da época em que eu morava aí contigo, na grande São Paulo! De fato eram bons tempos, porém incomparáveis com os que passo aqui. O modo de vida e a visão de mundo do povo da cidade grande e do interior são totalmente antagônicos, Lurdes...
Veja minha querida irmã, caminhe para uma janela qualquer de sua casa. Observe o exterior. Estás vendo? Estás vendo as casas decrépitas, apagadas, o reboco das colunas descascados e caídos? Consegue ver essa triste chuva que cai sobre essa região pobre e industrializada, onde as relações sociais são na maioria das vezes com segundas intenções, tão superficiais e falsas! O capital, o luxo e o poder dominam as mentes dos que vivem aí. Pois saiba que o dinheiro representa uma nova forma de escravidão impessoal, em lugar da antiga escravidão pessoal! Se continuares morando aí, sabes como será sua vida? Vai ser como o dia de hoje: Um dia triste, chuvoso, sem luz. Sua velhice futura será assim, minha cara...
Agora veja o que eu tenho para dizer sobre o campo, sobre o interior. Sinto-me demasiadamente extasiado com essa paisagem incrivelmente bela. Sim, incrivelmente bela! Aliás, de fato nosso hino nacional tem razão: “[...] Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida no teu seio mais amores [...]”.
Oh, querida Lurdes! E a quantidade de pássaros que passam diariamente por aqui? É enorme! E os seus cantos? O maravilhoso som dessas benditas aves?! É como se eu fosse o rei Salomão, que entendia e conversava com pássaros! Eu entendo essa sensação de liberdade que elas sentem em nossos campos! É estranho, sim, de fato, mas isso é de um realismo fantástico... E o cheiro de terra molhada?
E as plantas que perfumam nosso ar? Já não caminho sobre o solo e, com passo alado, entro no jardim, onde não há ninguém. A esta hora matinal o campo é todo meu, o roseiral me pertence, reconheço as flores nos canteiros.
Desde nossa separação, adotei uma nova filosofia de vida:
Dar valor ao belo e sublime! Então... Abençoados sejam nossos campos, nossos pássaros, nossas flores, pois estes concederam e concedem a meu pobre coração esses momentos de júbilo e felicidade! Meu Deus! Um momento inteiro de júbilo! Não será isto o bastante para uma vida inteira?...
Você está entendendo onde quero chegar querida Lurdes? Diga-me: Estou sendo romântico por demais? É uma pergunta tola, mas eu gosto do romantismo, pois os românticos vão até o impossível para descrever sensações, e isso é totalmente verossímil! E eu quero, ou apenas tento passar-lhe o que sinto aqui. Mas vejo que me faltam palavras, faltam-me adjetivos e advérbios para caracterizar e analisar o clima dessa cidadezinha!
Agora, preste atenção, minha boa, minha amada Lurdes! Juro-lhe que se voltar seremos mais felizes do que nunca! É isso o que eu desejo! Desejo você aqui do meu lado, minha irmã... Pois, que é um homem sem desejos, sem vontades nem caprichos, senão um pedal de órgão?
Desculpe-me por esta carta densa e extensa, desculpe-me mesmo, mas você me conhece, não é? Eu me empolgo nas palavras... Mas agora estou bem cansado, e preciso ir. Amo-te muito e apenas quero o seu bem. Por isso, volte, sim, volte! Vêm viver outra vez...

Dirceu.
Texto por Renan Virgínio.


Apresento-me: Imperfeita.

Não amamos pelas qualidades, isso eu te afirmo com toda a certeza. Porque senão, não fumantes, simpáticos e inteligentes, teriam um fila de pretendentes na sua porta, não é? Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, ou porque ela se veste bem. O amor acontece por empatia, por telepatia, por atração estelar. O amor acontece. Simples assim. Qualidades são apenas referências, defeitos são apenas um motivo pra aproximação. Ama-se pelo cheiro, pelo sorriso, pela paz que a outra pessoa lhe dá, pelo tormento que provoca, ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela falta de ar que a pessoa lhe causa, ama-se pelo coração que bate forte, o amor começa quando você vê perfeição, onde não há.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pursuit of happiness.

Vivemos nessa louca e incessante procura da felicidade, almejamos, lutamos, passamos por cima dos outros, e o que é essa tal felicidade de que todos falam afinal? Seria o sorriso de um criança, seria dinheiro no bolso, roupa no armário? E se felicidade fosse relativa? Significa que nunca a encontraremos? Não. Significa que cada um procura por algo diferente, cada um sente coisas diferentes e vive de um jeito próprio. Amor e felicidade, seriam utopia? Seriam um privilégio de poucos afortunados? Penso eu que estão personificados, eles andam por aí, com pernas e braços, possuem olhos e boca, pensam e falam. A felicidade está tão perto, ela pode estar na porta vizinha, sentada no ônibus, tomando café... Tem gente que a chama de alma gêmea, ou metade da laranja, eu, a chamo simplesmente de felicidade. Você nasce para ser a felicidade de alguém, assim como alguém nasce para ser a sua. Mas essa danada da felicidade é uma metamorfose ambulante, é um criança que brinca de esconde-esconde, que brinca de pega-pega, é um adulto orgulhoso. A felicidade está oculta nas coisas simples, está perdida em meio a flores e abraços, está no sorriso sincero, no abraço aconchegante. Essa é a minha ideia de felicidade, e a sua?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Deveres, obrigações, sentimentos e lágrimas.

Relacionamentos no final, acabam se tornando deveres não? O dever de ligar, o dever de dizer 'eu te amo', o dever de estar presente, o dever de dar o presente. Não é mais por prazer. Não é mais por amor. E quando tudo acaba mal? Como devemos agir? O que devemos fazer? O que temos que falar? Eu sei que tenho que esclarecer muitas coisas que ficaram mal entendidas, eu quero, eu devo. Mas... Esse maldito mas, que sempre faz meus planos geniais irem por água abaixo.
É, não tenho mais desculpas pra fugir do destino. O tempo é curto, me disse um sábio. Vou parar de inventar desculpas pra fugir de mim mesma, a minha consciência está limpa, meu coração aberto e meu sorriso, bem largo. O que me resta a fazer é seguir em frente, sem arrependimentos.