sábado, 4 de setembro de 2010

Apresento-me: Imperfeita.

Não amamos pelas qualidades, isso eu te afirmo com toda a certeza. Porque senão, não fumantes, simpáticos e inteligentes, teriam um fila de pretendentes na sua porta, não é? Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, ou porque ela se veste bem. O amor acontece por empatia, por telepatia, por atração estelar. O amor acontece. Simples assim. Qualidades são apenas referências, defeitos são apenas um motivo pra aproximação. Ama-se pelo cheiro, pelo sorriso, pela paz que a outra pessoa lhe dá, pelo tormento que provoca, ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela falta de ar que a pessoa lhe causa, ama-se pelo coração que bate forte, o amor começa quando você vê perfeição, onde não há.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pursuit of happiness.

Vivemos nessa louca e incessante procura da felicidade, almejamos, lutamos, passamos por cima dos outros, e o que é essa tal felicidade de que todos falam afinal? Seria o sorriso de um criança, seria dinheiro no bolso, roupa no armário? E se felicidade fosse relativa? Significa que nunca a encontraremos? Não. Significa que cada um procura por algo diferente, cada um sente coisas diferentes e vive de um jeito próprio. Amor e felicidade, seriam utopia? Seriam um privilégio de poucos afortunados? Penso eu que estão personificados, eles andam por aí, com pernas e braços, possuem olhos e boca, pensam e falam. A felicidade está tão perto, ela pode estar na porta vizinha, sentada no ônibus, tomando café... Tem gente que a chama de alma gêmea, ou metade da laranja, eu, a chamo simplesmente de felicidade. Você nasce para ser a felicidade de alguém, assim como alguém nasce para ser a sua. Mas essa danada da felicidade é uma metamorfose ambulante, é um criança que brinca de esconde-esconde, que brinca de pega-pega, é um adulto orgulhoso. A felicidade está oculta nas coisas simples, está perdida em meio a flores e abraços, está no sorriso sincero, no abraço aconchegante. Essa é a minha ideia de felicidade, e a sua?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Deveres, obrigações, sentimentos e lágrimas.

Relacionamentos no final, acabam se tornando deveres não? O dever de ligar, o dever de dizer 'eu te amo', o dever de estar presente, o dever de dar o presente. Não é mais por prazer. Não é mais por amor. E quando tudo acaba mal? Como devemos agir? O que devemos fazer? O que temos que falar? Eu sei que tenho que esclarecer muitas coisas que ficaram mal entendidas, eu quero, eu devo. Mas... Esse maldito mas, que sempre faz meus planos geniais irem por água abaixo.
É, não tenho mais desculpas pra fugir do destino. O tempo é curto, me disse um sábio. Vou parar de inventar desculpas pra fugir de mim mesma, a minha consciência está limpa, meu coração aberto e meu sorriso, bem largo. O que me resta a fazer é seguir em frente, sem arrependimentos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

E o mundo dá voltas...

E a gente só percebe isso nas más horas, chega até a ser engraçado. Não vou postar sobre ciência, ou política, ou uma indecisão do futuro, vim falar de sentimento. Estranho né? Falar de sentimento... Bom, seríamos robôs se não sentíssemos nada, seríamos tão fracos se não sofressemos, seríamos tão pobres se não amássemos. Tenho vontade de chorar minhas palavras, tenho vontade de gritar, de voltar no tempo, de apagar erros, de não gritar, de não transparecer fraca. Mas sei que se voltasse no tempo, faria tudo exatamente igual, porque meus erros, meus acertos, meu gritos e choros, são o que eu sou. Me fazem ser como sou. Por mais que eu queira, não posso me arrepender de nada. Não devo me arrepender de nada. O mundo dá voltas e sempre para no mesmo lugar, agora eu sei disso. Talvez seja meu carma, algo que eu precise mudar, algo que o universo aponta com setas reluzentes, mas que eu simplesmente não consigo ver, ou talvez não queira ver. Às vezes frases aleatórias, palavras jogadas em um texto, que se encaixem sozinhas, façam mais sentido do que um texto coeso. Pelo menos pra mim. E nesse momento, eu necessito de um pouco de 'mim', de um pouco de 'eu'. A tristeza devia avisar antes de chegar pra gente fingir que não está. Quanto mais profunda a escuridão, mais próximo está o amanhecer. Acredite.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eu podia ouvir a vida, rindo histéricamente de mim.

Naquela noite vestia a minha camisa de flanela, cuidadosamente amassada pelo descuido e pelo tempo, os olhos doídos e marejados e o coração totalmente exausto, mas que mesmo assim, naquele momento, batia tão forte que eu podia ouvi-lo pulsar, eu podia senti-lo na minha garganta prestes a ser posto para fora, a única imagem que tinha na cabeça era a dele, tão perfeito que chegava a doer, eu podia ver sua lembrança mesmo de olhos abertos, tão nitidamente livre da culpa por me deixar naquele estado. Esfreguei os olhos com os punhos cerrados na tentativa de livrar-me daquela imagem, naquela hora a verdade caiu em meus ombros como sacos de cimento, e soava tão pateticamente ridícula quanto a minha cara, eu podia ouvir a vida rindo ironicamente de mim, eu estava, irrevogavelmente, apaixonada por ele. Sofrer por amor soava tão inutilmente desnecessário e ridículo. É, eu podia ouvir a vida. Rindo histéricamente de mim. Senti que tudo ia contra os meus princípios, que o universo girava no fluxo contrário ao meu, e aquilo de certa forma não parecia tão certo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

talvez seja tão simples, tolo e natural.

Tenho visto o amor por aí. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva. Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados. Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão-somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo do amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Amar bonito é saber a hora se ter razão. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas parte necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso, sofre. Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantanda e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações, arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama, toda a atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que você sente. Não teorize sobre o amor; ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

sexta-feira, 19 de março de 2010

não é esquecer.

é apenas seguir em frente.
É saber dar à uma música de amor, um novo significado, é se levantar depois de ter caído tantas vezes, é colar seu coração pedaço por pedaço depois de ter sido estraçalhado.
As pessoas entram e saem da nossa vida por um motivo, tudo dura o tempo suficiente que devia durar para ter valido a pena, amor de verdade dura pra sempre, mas quem disse que a gente só ama uma vez na vida? Saber perdoar é o segredo, deixar pessoas novas entrarem no seu coração e fazer o seu mundo melhor. Decepção amorosa não mata ninguém, nunca matou e assim vai continuar, o mundo não para de girar porque você está triste. Por mais que tudo fique difícil, no final melhora, quanto mais profunda a escuridão, mais próximo está o amanhecer, e eu sei, eu sinto, eu acredito que o meu está mais perto do que nunca.